O anti-jornalismo
Ambientado no início do século XIX, Ilusões Perdidas é fruto da vasta experiência do autor, Honoré de Balzac, nas redações da época. Com a pena afiada demais, o francês relata, em sua obra, um perfil generalizado e caricato da sociedade entorpecida pelos ideais da revolução liberal. A maior denúncia balzaquiana, no entanto, é desferida à classe a qual ele mesmo pertenceu: os jornalistas, que, segundo o escritor, estão impregnados, sem exceção, pela busca de dinheiro e de status. Desvinculam-se, então, completamente, do compromisso com a verdade, a favor, apenas, de interesses subjetivos. Apesar de, hoje, essa política não corresponder à verdade absoluta, ainda constitui uma chaga no jornalismo, e, por isso, deve ser levada a sério.
O autor desenvolve uma forte crítica que destaca excessivamente os aspectos sociais depreciativos vigentes, o que pode ser explicada pela simpatia dele à combalida monarquia. De fato, a avareza, o preconceito, as disparidades, a alienação e o jogo de interesses são fatores presentes na sociedade da época; ao contrário do mostrado, contudo, não são intrínsecos a ela. Balzac relata um grande “monstro social”, pronto para devorar todas as ilusões de jovens aventureiros (conferido, inclusive, no título do livro), que é, muitas vezes, exagerado, ainda que possua feixes de realidade. Expõe, também, suas idéias acerca de atitudes de caráter duvidoso, quando descreve personagens inteligentes, sentimentais, que consideram os amigos e os familiares, caso de David, como frágeis e sem confiança. E no caso de Lucien, um jovem egoísta e ganancioso é descrito exatamente assim: Um grande homem do interior em Paris.
Para o escritor, o perfil liberal da sociedade promove reflexos cruéis no jornalismo, apresentado como um poço de mentiras e traições, regado pelo dinheiro, pela inveja e pela disputa. Acredita que o profissional não passa de mero comerciante de textos, que trabalha em busca do poder, mesmo que, para isso, tenha que derrubar todos que o rodeia. O autor nega, portanto, existir a verdadeira prática jornalística na França do século XIX. E ,infelizmente, alguns meios de comunicação ainda hoje continuam submetidos aos poderosos, veiculando, apenas o que interessa a eles. Há sim, entretanto, profissionais íntegros que usam a força da palavra (um dos aspectos bem trabalhados na obra) em prol da essência da profissão: a verdade. O jornalismo é uma arma poderosa que deve ser manuseada com seriedade. Ilusões Perdidas vale como alerta.
Ambientado no início do século XIX, Ilusões Perdidas é fruto da vasta experiência do autor, Honoré de Balzac, nas redações da época. Com a pena afiada demais, o francês relata, em sua obra, um perfil generalizado e caricato da sociedade entorpecida pelos ideais da revolução liberal. A maior denúncia balzaquiana, no entanto, é desferida à classe a qual ele mesmo pertenceu: os jornalistas, que, segundo o escritor, estão impregnados, sem exceção, pela busca de dinheiro e de status. Desvinculam-se, então, completamente, do compromisso com a verdade, a favor, apenas, de interesses subjetivos. Apesar de, hoje, essa política não corresponder à verdade absoluta, ainda constitui uma chaga no jornalismo, e, por isso, deve ser levada a sério.
O autor desenvolve uma forte crítica que destaca excessivamente os aspectos sociais depreciativos vigentes, o que pode ser explicada pela simpatia dele à combalida monarquia. De fato, a avareza, o preconceito, as disparidades, a alienação e o jogo de interesses são fatores presentes na sociedade da época; ao contrário do mostrado, contudo, não são intrínsecos a ela. Balzac relata um grande “monstro social”, pronto para devorar todas as ilusões de jovens aventureiros (conferido, inclusive, no título do livro), que é, muitas vezes, exagerado, ainda que possua feixes de realidade. Expõe, também, suas idéias acerca de atitudes de caráter duvidoso, quando descreve personagens inteligentes, sentimentais, que consideram os amigos e os familiares, caso de David, como frágeis e sem confiança. E no caso de Lucien, um jovem egoísta e ganancioso é descrito exatamente assim: Um grande homem do interior em Paris.
Para o escritor, o perfil liberal da sociedade promove reflexos cruéis no jornalismo, apresentado como um poço de mentiras e traições, regado pelo dinheiro, pela inveja e pela disputa. Acredita que o profissional não passa de mero comerciante de textos, que trabalha em busca do poder, mesmo que, para isso, tenha que derrubar todos que o rodeia. O autor nega, portanto, existir a verdadeira prática jornalística na França do século XIX. E ,infelizmente, alguns meios de comunicação ainda hoje continuam submetidos aos poderosos, veiculando, apenas o que interessa a eles. Há sim, entretanto, profissionais íntegros que usam a força da palavra (um dos aspectos bem trabalhados na obra) em prol da essência da profissão: a verdade. O jornalismo é uma arma poderosa que deve ser manuseada com seriedade. Ilusões Perdidas vale como alerta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário