No dia 02 de abril, após a leitura de Ilusões Perdidas de Honoré de Balzac e a elaboração da resenha da obra (já postada no blog, inclusive) deveria haver um debate envolvendo os principais aspectos do livro. E houve, mas não da maneira esperada (por mim, pelo menos). O primeiro problema foi a falta de energia e, consecutivamente, o calor. O segundo, foi a falta de tempo para o debate em si, já que foi preciso conferir se todos realmente haviam lido.
No dia 07, tivemos a oportunidade de exteriorizar todos nossos conhecimentos. Uma prova deliciosa. Prefiro não comentar.
Na quinta, 09 de abril, foi feriado. Nem queria mesmo.
Na terça-feira 14, retomamos a nossa rotina. Sem provas e sem debates. O assunto em pauta foi as leis do discurso, que podem ser chamadas de máximas conversacionais. Em suma, abordaram-se as regras implícitas em um embate comunicativo, que envolvem a quantidade, relevância, modo...
O melhor é que havia um vídeo para ilustrar cada item. Além da "auto-ajuda capitalista" e da "previsão appleiana", vimos Kajuru, a dupla imbatível Carioca e Luxemburgo e o finado deputado Clodovil.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
Explicações
Por conta de alguns problemas na minha internet, só foi possível fazer as postagens da resenha de Ilusões Perdidas e do resumo das aulas do dia 26 e 31 agora.
Resumo de aula
No dia 26, o Prof. Xavier trouxe para nós, estudantes de jornalismo, uma resenha publicada na revista Veja. O intuito era mostrar, claramente, o que era uma resenha, já que teríamos que fazer a nossa própria, acerca de Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac. Depois, foram comparadas (por Mariana e André) resenhas literárias a resenhas de obras cinematográficas.
Já no último dia de março, trabalharam-se sinais de interação em um monólogo no filme de Cláudio Assis: Amarelo Manga. Posteriormente, abordamos aspectos da relação oralidade x letramento, com análise das perspectivas: Dicotômicas, Culturalista, Variacionista e Sociointeracionista.
Já no último dia de março, trabalharam-se sinais de interação em um monólogo no filme de Cláudio Assis: Amarelo Manga. Posteriormente, abordamos aspectos da relação oralidade x letramento, com análise das perspectivas: Dicotômicas, Culturalista, Variacionista e Sociointeracionista.
BALZAC, Honoré de. Ilusões Perdidas. São Paulo: Cia das Letras, 2002
O anti-jornalismo
Ambientado no início do século XIX, Ilusões Perdidas é fruto da vasta experiência do autor, Honoré de Balzac, nas redações da época. Com a pena afiada demais, o francês relata, em sua obra, um perfil generalizado e caricato da sociedade entorpecida pelos ideais da revolução liberal. A maior denúncia balzaquiana, no entanto, é desferida à classe a qual ele mesmo pertenceu: os jornalistas, que, segundo o escritor, estão impregnados, sem exceção, pela busca de dinheiro e de status. Desvinculam-se, então, completamente, do compromisso com a verdade, a favor, apenas, de interesses subjetivos. Apesar de, hoje, essa política não corresponder à verdade absoluta, ainda constitui uma chaga no jornalismo, e, por isso, deve ser levada a sério.
O autor desenvolve uma forte crítica que destaca excessivamente os aspectos sociais depreciativos vigentes, o que pode ser explicada pela simpatia dele à combalida monarquia. De fato, a avareza, o preconceito, as disparidades, a alienação e o jogo de interesses são fatores presentes na sociedade da época; ao contrário do mostrado, contudo, não são intrínsecos a ela. Balzac relata um grande “monstro social”, pronto para devorar todas as ilusões de jovens aventureiros (conferido, inclusive, no título do livro), que é, muitas vezes, exagerado, ainda que possua feixes de realidade. Expõe, também, suas idéias acerca de atitudes de caráter duvidoso, quando descreve personagens inteligentes, sentimentais, que consideram os amigos e os familiares, caso de David, como frágeis e sem confiança. E no caso de Lucien, um jovem egoísta e ganancioso é descrito exatamente assim: Um grande homem do interior em Paris.
Para o escritor, o perfil liberal da sociedade promove reflexos cruéis no jornalismo, apresentado como um poço de mentiras e traições, regado pelo dinheiro, pela inveja e pela disputa. Acredita que o profissional não passa de mero comerciante de textos, que trabalha em busca do poder, mesmo que, para isso, tenha que derrubar todos que o rodeia. O autor nega, portanto, existir a verdadeira prática jornalística na França do século XIX. E ,infelizmente, alguns meios de comunicação ainda hoje continuam submetidos aos poderosos, veiculando, apenas o que interessa a eles. Há sim, entretanto, profissionais íntegros que usam a força da palavra (um dos aspectos bem trabalhados na obra) em prol da essência da profissão: a verdade. O jornalismo é uma arma poderosa que deve ser manuseada com seriedade. Ilusões Perdidas vale como alerta.
Ambientado no início do século XIX, Ilusões Perdidas é fruto da vasta experiência do autor, Honoré de Balzac, nas redações da época. Com a pena afiada demais, o francês relata, em sua obra, um perfil generalizado e caricato da sociedade entorpecida pelos ideais da revolução liberal. A maior denúncia balzaquiana, no entanto, é desferida à classe a qual ele mesmo pertenceu: os jornalistas, que, segundo o escritor, estão impregnados, sem exceção, pela busca de dinheiro e de status. Desvinculam-se, então, completamente, do compromisso com a verdade, a favor, apenas, de interesses subjetivos. Apesar de, hoje, essa política não corresponder à verdade absoluta, ainda constitui uma chaga no jornalismo, e, por isso, deve ser levada a sério.
O autor desenvolve uma forte crítica que destaca excessivamente os aspectos sociais depreciativos vigentes, o que pode ser explicada pela simpatia dele à combalida monarquia. De fato, a avareza, o preconceito, as disparidades, a alienação e o jogo de interesses são fatores presentes na sociedade da época; ao contrário do mostrado, contudo, não são intrínsecos a ela. Balzac relata um grande “monstro social”, pronto para devorar todas as ilusões de jovens aventureiros (conferido, inclusive, no título do livro), que é, muitas vezes, exagerado, ainda que possua feixes de realidade. Expõe, também, suas idéias acerca de atitudes de caráter duvidoso, quando descreve personagens inteligentes, sentimentais, que consideram os amigos e os familiares, caso de David, como frágeis e sem confiança. E no caso de Lucien, um jovem egoísta e ganancioso é descrito exatamente assim: Um grande homem do interior em Paris.
Para o escritor, o perfil liberal da sociedade promove reflexos cruéis no jornalismo, apresentado como um poço de mentiras e traições, regado pelo dinheiro, pela inveja e pela disputa. Acredita que o profissional não passa de mero comerciante de textos, que trabalha em busca do poder, mesmo que, para isso, tenha que derrubar todos que o rodeia. O autor nega, portanto, existir a verdadeira prática jornalística na França do século XIX. E ,infelizmente, alguns meios de comunicação ainda hoje continuam submetidos aos poderosos, veiculando, apenas o que interessa a eles. Há sim, entretanto, profissionais íntegros que usam a força da palavra (um dos aspectos bem trabalhados na obra) em prol da essência da profissão: a verdade. O jornalismo é uma arma poderosa que deve ser manuseada com seriedade. Ilusões Perdidas vale como alerta.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Resumo de aula
O dia 19 trouxe, como se espera, um novo tema a ser abordado: o dialogismo, dando certa continuidade ao interacionismos da aula anteiror. Após conceituá-lo, realizaram-se análises acerca da explicitação (ou não) dialógica em alguns eventos interativos. Posteriormente, foi passado um questionário acerca do tema. O fato curioso, no entanto, fica para a duração da aula (apenas duas horas) e para o professor de inglês Fábio Braga resolver aparecer, trazendo seu tratado de pronúncia de inglês.
Em 24 de março, tudo também foi muito rápido. Após a leitura, em casa, de Oralidade e Letramento, primeiro capítulo de Da fala para a escrita, de Marcuschi, resumiu-se o texto, que foi entregue ao professor Xavier, justamente, nesse dia. Depois dos resumos, formaram-se duplas, que partiram para a resolução das questões deixadas na aula anterior. Com a disposição curta quase unânime percebida pelo professor, a aula teve seu término antecipado.
Em 24 de março, tudo também foi muito rápido. Após a leitura, em casa, de Oralidade e Letramento, primeiro capítulo de Da fala para a escrita, de Marcuschi, resumiu-se o texto, que foi entregue ao professor Xavier, justamente, nesse dia. Depois dos resumos, formaram-se duplas, que partiram para a resolução das questões deixadas na aula anterior. Com a disposição curta quase unânime percebida pelo professor, a aula teve seu término antecipado.
terça-feira, 24 de março de 2009
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita.
Oralidade e letramento, capítulo I da obra, traz, justamente, abordagens acerca dessas duas práticas, além de análises comparativas entre as modalidades (fala e a escrita). De início, é fundamental conceber a impossibilidade de distingui-las, caso não se considere as aplicações concretas dos objetos de estudo, além de aceitar o uso delas como a fôrma das regras, e não o inverso. Análises recentes derrubam, porém, a antiga idéia de oposição, passando a considerá-las como tecnologias complementares fundamentais à sobrevivência, sem aceitar a superposição de uma em detrimento da outra. Apesar da escrita, em determinadas situações, indicar certo status, nem sempre significa desenvolvimento, muito menos superioridade. Ambas possibilitam criar textos coerentes e coesos. Segundo Marcuschi, é importante, também, diferenciar letramento (uso utilitário da escrita, sem a necessidade do conhecimento amplo), alfabetização (aprendizado mediante ensino, que pode, inclusive, ser usado pelo Estado para facilitar o cumprimento de seus objetivos) e escolarização (prática formal e institucional). Por fim, são expostas algumas perspectivas antagônicas (dicotômica, fenomenológica e variacionista), explicitando a imprecisão das conclusões sobre o assunto.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Resumo de aula
Na aula do dia 12 de março, foi, basicamente, trabalhado, em sala de aula, o questionário acerca da retórica. Conforme lemos no texto de Proulx, a retórica surgira ainda na antiguidade, já como importante artifício nas sociedades ocidentais. Apesar de ser sido combatida por alguns filósofos (Sócrates e Platão), ela manteve sua força e ainda hoje é um importante instrumento na interação e relacionamento social. O fato mais curioso, no entanto, foi, sem dúvida, a questão da dominação (ou não-dominação) cultural estadunidense amplamente debatida por todos, já no final da aula.
O dia 17 teve como cerne a interação. Como de praxe, foi sugerido um texto preparatório para aula, dessa vez de autoria do próprio professor: o capítulo seis de A linguagem do rádio. Assistimos, também, a um vídeo bem curto e analisamos os elementos interacionais nele (basicamente, as respostas prévias de todas as possíveis perguntas do ouvinte inferidas pelo radialista). No mais, foram expostos alguns conceitos e estudos pelo Prof. Xavier. Nada muito interativo. Quer dizer, nada muito explicitamente interativo.
O dia 17 teve como cerne a interação. Como de praxe, foi sugerido um texto preparatório para aula, dessa vez de autoria do próprio professor: o capítulo seis de A linguagem do rádio. Assistimos, também, a um vídeo bem curto e analisamos os elementos interacionais nele (basicamente, as respostas prévias de todas as possíveis perguntas do ouvinte inferidas pelo radialista). No mais, foram expostos alguns conceitos e estudos pelo Prof. Xavier. Nada muito interativo. Quer dizer, nada muito explicitamente interativo.
quarta-feira, 11 de março de 2009
No dia 05 de março, após o estudo do primeiro capítulo de Análise de textos de comunicação foram debatidas, em sala, as visões acerca do contexto. Posteriormente, foram trabalhados conceitos de enunciado, enunciação e discurso, consolidados em quatro questões propostas pelo professor. Foi pedida, também, a leitura de O poder da retórica, da obra Sociologia da Comunicação, de Proulx. No dia 10, após correção do questionário da aula anterior, inclusive com direito à análise de textos de Fernando Rodrigues e de Mauro Santayana, discussões sobre retórica vieram à tona. Por fim, Prof. Xavier passou seis novos questionamentos para serem respondidos na aula do dia 12.
terça-feira, 10 de março de 2009
Resumo acerca da retórica
PROULX, Philippe Breton Serge. Sociologia da Comunicação.
O primeiro capítulo da obra de Proulx é intitulado O poder da retórica e é, obviamente, esse recurso lingüístico o grande alvo de análise do autor. A retórica está diretamente associada à capacidade de convencimento, sem utilização de qualquer outro meio, senão a palavra. Ela tem sua origem atrelada aos gregos, pois foram os primeiros a fazerem uso político e jurídico dela, para defender seus bens e suas posições. As primeiras técnicas também foram desenvolvidas por eles, embrionariamente, com Corax e, depois, através dos sofistas (que defendiam a não-existência de verdades absolutas, mas sim de pontos de vista ou opiniões relativas). Contrapondo-se a eles, Sócrates e seu discípulo Platão condenaram as práticas discursivas que não tivessem a verdade de alicerce principal. Aristóteles, posteriormente, reafirmaria a importância da retórica, sem, porém, apoiar os sofistas. Foi, contudo, em Roma que a retórica encontrou totais condições de desenvolver-se ao máximo, pois a oratória era indispensável, tanto na república quanto no império. A comunicação era uma necessidade cotidiana, a ponto de o romano ter de saber o nome de todos com quem encontrava. É justamente por Roma buscar organizar a oratória, que a retórica se fortalece e avança na história.
Palavras-chaves: Retórica, Grécia, Roma.
O primeiro capítulo da obra de Proulx é intitulado O poder da retórica e é, obviamente, esse recurso lingüístico o grande alvo de análise do autor. A retórica está diretamente associada à capacidade de convencimento, sem utilização de qualquer outro meio, senão a palavra. Ela tem sua origem atrelada aos gregos, pois foram os primeiros a fazerem uso político e jurídico dela, para defender seus bens e suas posições. As primeiras técnicas também foram desenvolvidas por eles, embrionariamente, com Corax e, depois, através dos sofistas (que defendiam a não-existência de verdades absolutas, mas sim de pontos de vista ou opiniões relativas). Contrapondo-se a eles, Sócrates e seu discípulo Platão condenaram as práticas discursivas que não tivessem a verdade de alicerce principal. Aristóteles, posteriormente, reafirmaria a importância da retórica, sem, porém, apoiar os sofistas. Foi, contudo, em Roma que a retórica encontrou totais condições de desenvolver-se ao máximo, pois a oratória era indispensável, tanto na república quanto no império. A comunicação era uma necessidade cotidiana, a ponto de o romano ter de saber o nome de todos com quem encontrava. É justamente por Roma buscar organizar a oratória, que a retórica se fortalece e avança na história.
Palavras-chaves: Retórica, Grécia, Roma.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Resumo de aula
Na aula do dia 26 de fevereiro, foram trabalhadas, principalmente, as idéias de linguagem e de comunicação (tornar comum). Inclusive, em meio à discussão, levantaram-se os seguintes questionamentos: "A capacidade de comunicar-se, do ser humano, é adquirida ou já existe desde o nascimento?" e "Quando decodificamos uma mensagem, seja ela falada ou escrita, pensamos primeiro na 'palavra' ou, imediatamente, no que ela representa?". Além disso, foram vistos conceitos de língua, sentido e sujeito.
Já em 03 de março, apois leitura e resumo do primeiro capítulo de uma obra indicada pelo professor, debateu-se bastante acerca dos diferentes tipos de sujeito (psicológico, assujeitado e psicossocial), fomos submetidos a uma reflexão para encontrar em qual tipo de sujeito estamos, predominantemente, enquadrados e, por fim, respondemos a um questionário, deixado na aula do dia 26.
Já em 03 de março, apois leitura e resumo do primeiro capítulo de uma obra indicada pelo professor, debateu-se bastante acerca dos diferentes tipos de sujeito (psicológico, assujeitado e psicossocial), fomos submetidos a uma reflexão para encontrar em qual tipo de sujeito estamos, predominantemente, enquadrados e, por fim, respondemos a um questionário, deixado na aula do dia 26.
terça-feira, 3 de março de 2009
Resumo de "Concepções de língua, sujeito, texto e sentido"
A primeira parte traz a abordagem de quatro aspectos componentes dos pilares do estudo da linguagem: língua; sujeito; texto e sentido. Os três primeiros itens possuem concepções dependentes entre si. Quando a língua é a representação do pensamento, o sujeito, consciente de suas ações, dentro de um contexto histórico-social, deseja a recepção da mensagem exatamente como foi concebida, é o chamado sujeito psicológico. O texto, então, é um trabalho provido de lógica a ser entendido pelo leitor. Já a língua como estrutura e o texto como mero resultado do código, implicam em um sujeito desvinculado de qualquer contextualização, tornando o falante reprodutor da mensagem – que, talvez, desconheça - de outros. Esse sujeito inconsciente recebe a denominação de determinado. Ainda há uma terceira relação, na qual a língua é interacional e o sujeito visto como entidade psicossocial. Nesse caso, admiti-se que o social é produzido através de atos dele e a linguagem assume caráter ativo, com o texto constituindo o lugar de interação. São expostas, finalmente, definições de modelos complementares de sentido: criptológico (objetivo); pragmático (considera a intenção do autor); superpragmático (leva em conta o contexto) e hermenêntico (interpretativo).
Assinar:
Postagens (Atom)
