Oralidade e letramento, capítulo I da obra, traz, justamente, abordagens acerca dessas duas práticas, além de análises comparativas entre as modalidades (fala e a escrita). De início, é fundamental conceber a impossibilidade de distingui-las, caso não se considere as aplicações concretas dos objetos de estudo, além de aceitar o uso delas como a fôrma das regras, e não o inverso. Análises recentes derrubam, porém, a antiga idéia de oposição, passando a considerá-las como tecnologias complementares fundamentais à sobrevivência, sem aceitar a superposição de uma em detrimento da outra. Apesar da escrita, em determinadas situações, indicar certo status, nem sempre significa desenvolvimento, muito menos superioridade. Ambas possibilitam criar textos coerentes e coesos. Segundo Marcuschi, é importante, também, diferenciar letramento (uso utilitário da escrita, sem a necessidade do conhecimento amplo), alfabetização (aprendizado mediante ensino, que pode, inclusive, ser usado pelo Estado para facilitar o cumprimento de seus objetivos) e escolarização (prática formal e institucional). Por fim, são expostas algumas perspectivas antagônicas (dicotômica, fenomenológica e variacionista), explicitando a imprecisão das conclusões sobre o assunto.
terça-feira, 24 de março de 2009
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